Conheça Griffin, um menino que vai precisar vencer diversos obstáculos enquanto foge de uma criatura assustadora que quer capturar ele, mas calma, ele não está sozinho nessa, durante sua jornada seu ursinho de pelúcia, Birly, será seu fiel companheiro ajudando nas mais diferentes tarefas e quebra cabeças.
Versão em vídeo:
Com jogabilidade semelhante a jogos como Little Nightmares e Limbo, Daydream: Forgotten Sorrow surpreende com cenários de tirar o fôlego e paisagens incríveis que te ajudam a esquecer todo o sufoco que você acabou de passar e te permitem respirar um pouco antes de voltar a correr.
O principal desafio desse jogo é não morrer, seja de queda ou para inimigos em alguns trechos de nossa jornada, e apesar de em muitos momentos você sentir que não precisa se desesperar porque nada naquela sala pode te ferir, a trilha sonora e a ambientação te dizem o contrário, mesmo que uma mão pegajosa não esteja te perseguindo, a música vai te deixar em constante estado de alerta para te lembrar que, apesar dos gráficos fofos e aconchegantes, esse não é um jogo fofo, você é uma criança em perigo correndo para fugir de uma criatura assustadora e não pode perder tempo apenas andando por aí admirando a paisagem ou mesmo contemplando a fofura que é seu ursinho andando de trem.
Um ponto interessante é a mudança no ângulo de câmera de um ambiente para outro, alternando entre a visão estilo plataforma e uma visão unidirecional, dando mais dinamismo a jogabilidade. Em relação aos controles, testei tanto teclado e mouse quanto o joystick e é possível jogar perfeitamente com ambos, no entanto senti que a jogabilidade no controle é mais fluída e intuitiva na hora de jogar, recomendo fortemente o uso de controle invés do teclado, mas não chega a ruim jogar com teclado e mouse.
Quanto a história, é difícil falar sobre ela sem dar muitos spoilers, mas assim como o nome do jogo já sugere, você está em um sonho acordado e ao final do jogo podemos perceber que toda a nossa jornada simbolizou nossa vida passando diante de nossos olhos mostrando momentos que vivemos ao longo de nossa jornada, como a sair da casa dos pais, explorar o mundo, enfrentar nossos medos e conhecer pessoas, para então chegar ao final de nossa jornada, mas acima de tudo é uma história sobre resiliência, principalmente em algumas fases que vão te obrigar a respirar fundo para não jogar o controle longe!
E agora a hora mais temida dos desenvolvedores que são os pontos negativos do jogo: primeiro, Alguns ângulos de câmera podem gerar desconforto em pessoas com cinetose ou motion sickness. Segundo ponto negativo, senti falta também de configurações específicas para controle no menu do jogo, já que em muitos momentos o controle simplesmente não parava de vibrar atrapalhado muito para se concentrar na fase. Terceiro, não é exatamente um ponto negativo para mim, mas para alguns jogadores pode ser, não é possível escolher o nível de dificuldade, então se não conseguir passar de alguma parte, melhor dar o controle para o irmão mais velho passar para você.
Indico ou não indico? O jogo vai te tirar do sério em alguns momentos, e quando digo tirar do sério, é realmente te tirar do sério, mas é a intenção e faz parte da experiência de jogo, aprenda com seus erros, passe de fase e cometa novos erros. A trilha sonora é ótima, a ambientação é incrível e a história me pegou de surpresa me fazendo questionar muitas coisas. A parte gráfica nem se fala, é um show a parte, não apenas nas cutscenes, mas durante todo o jogo.
Daydream: Forgotten Sorrow ganha o selo de Indico!
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